quinta-feira, 10 de julho de 2008

Eu não disse???

Não há nada que não se compre.
E por isso não havia razões para gastar adrenalina desnecessáriamente ...

fomos salvos pela ... Lusitana SOL

Esta agência de viagens, estrategicamente posicionada AO LADO da embaixada da Rússia (Cheira-me que devem ter um túnel para lá, para não terem de ir à Rua!!!) trata de tudo! E ... é tudo uma questãó de preço. Serviço: 27€, Visto 35€, Seguro: 40€, Voucher de Agência (mesmo que não haja agência!) 150€ ... é como vos digo ... é tudo uma questão de preço ;-)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

PÂNICO

----- Original Message -----
From: Pipas

To: liconsul@mail.ptprime.pt
Sent: Wednesday, July 02, 2008 12:39 PM
Subject: Vistos - voucher de agência de turismo


Exmo. Senhor Cônsul,

Após infrutíferos contactos telefónicos e presenciais com a Secção Consular da Embaixada da Rússia em Portugal, sugeriram-me que escrevesse ao Senhor Cônsul, no sentido de esclarecer algumas dúvidas que tenho relativamente às regras para a obtenção do visto de turismo para visitar a Rússia.

Eu e mais três amigos, planeámos visitar Moscovo e São Petersburgo entre os dias 19 e 27 de Setembro próximo. Para isso, em vez de recorrermos a uma agência de viagens (que nos apresentaria programas rígidos de passeios e datas fixas para viajar por um preço mais elevado), resolvemos comprar os vôos e reservar os hotéis através da Internet, preferindo, assim, a flexibilidade e o menor preço.

Temos em nosso poder as respectivas confirmações de reservas além das suas versões em russo, que anexo a este email para melhor orientação.

Assim, a minha primeira questão é saber se, em substituição do voucher de agência de viagens e da confirmação por parte de uma agência de viagens russa, estes comprovativos de viagens e alojamento servirão para a emissão dos nossos vistos de turismo?
E se servirão como convite, base para a concessão do visto, uma vez que incluem os nossos nomes, apelidos, datas de nascimento, sexo, nacionalidades, números dos documentos de identificação pessoal, o prazo e o objectivo da nossa viagem, o itinerário e, finalmente, o nome e a morada dos hotéis onde ficaremos alojados?

Além disso, gostaría que o Senhor Cônsul me esclarecesse se o seguro médico (de viagem) obrigatório, por 30.000€, a celebrar com uma das companhias de seguros listadas no site da Secção Consular da Embaixada Russa, deve ser feito para as datas exactas da viagem ou se é preferível fazê-lo por 30 dias, no caso, entre 1 e 30 de Setembro de 2008?
Qual é a melhor maneira de assegurar a concordância entre as datas do seguro e as datas do visto?

Agradeço, desde já, a atenção disponibilizada e aguardo os esclarecimentos solicitados.
Com os melhores cumprimentos,

______________________________________________________

From: KO Lisbon [mailto:liconsul@mail.ptprime.pt]
Sent: sexta-feira, 4 de Julho de 2008 11:04
Subject: Re: Vistos - voucher de agência de turismo

Estimada Sra.,

Em primeiro lugar gostariamos prestar Vossa atenção que na Rússia não existe turismo "não organizado", pelo se torna impossível solicitar os vistos sem recorrer aos serviços das Agência de viagens e turismo que ajudam na obtenção do Vaucher e Confirmação. Estes documentos são precisos para solicitar os vistos de acordo a Lei russa em vigor.
Portanto a reserva do hotel não pode substituir os respetivos documentos turísticos que servem como fundamentos para obtenção dos vistos, ainda menos os bilhetes para o avião.
Quanto ao seguro médico as datas no mesmo devem coincidir com as datas indicadas nos documentos turísticos acima mencionados.
Com os melhores cumprimentos,
Secção Consular


... apetece dizer "caramba! têm máfias e tráfico de mulheres, mas turismo "não organizado" não têm! Certo..." :(((((((

(bolds meus. email da secção consular publicado no site da Embaixada da Rússia em Portugal)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Hackers

Hoje comecei o dia com este email no meu inbox do escritório:
O anexo:
O_O


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vejam Riga como eu vi!

Em Maio deste ano fui à Letónia.
Fui uma privilegiada, dizem-me, porque "diz que" saindo de Riga, mesmo logo ali nos mais próximos arrabaldes, tudo isto acaba e é só barracas e gente a morrer de frio no Inverno. Não sei seguro porque, lá está, não saí do centro da capital. Mas "diz que". E quando "diz que"... o mais certo é ser certo, já se sabe!
Arrussalhado! Porque, no fim da II Guerra Mundial, pumba, soviéti(pausa à Herman)cozinhos lá pra dentro até que lhes apeteceu. Que é como quem diz, até ao fim da Guerra Fria, ou seja, isto de independente só tem uns nem chega a 20 anos. Resultado: tudo o que era letão, foi abaixo e renasceu russo cá c'uma pinta... Pra mim o exemplo mais giro é o do Monumento à Independência. Vejam-no bem: Não, mas vejam bem de perto:Estão a ver a senhora? A senhora é a Independência personificada. As três estrelinhas são cada uma das regiões da Letónia. Até aqui tudo bem. Era esta a memória descritiva que se fazia quando se andou a pedir dinheiro aos letãos e letãs (não é letôas que se diz! :)) pra se fazer um monumento lindinho no fim da ocupação alemã depois da I Guerra Mundial (coitados, qu'estes, também, foram uns desgraçados que, entre suecos, alemães e soviéticos, só conheceram independência no perídod Entre Guerras!).

Mas, nisto, vêm de lá os russos e, psst, vai tudo abaixo; tudo o que seja momumento nacional, assim com um cariz que lhes roa a alma, é pra arrasar, se faz favor. MENOS este fantástico Monumento à Independêcnia, que tem o design perfeito, bastando que se lhe mude a história, vejam lá se não: Ora, no tempo dos soviéticos, as três estrelinhas representavam cada um dos três Estados Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) e a senhora a segurá-los era não menos que a Mãe Rússia, pois claro! E foi assim, graças a esta nova interpretação imposta no fim da II Guerra Mundial, que aqui a Senhora se manteve de pé. A única. Tudo o resto.... ná chôm. Não é lindo?!

Em 1991, os corta-barato resolveram devover ao Monumento a sua interpretação origial. Eh.

(um pequeno parêntesis: repararam nos militarzinhos a guardar?
Não é tão arrussalhadozinho, sei lá? :) Que lindinho!)


Mais? (Riga é uma pérola.) Querem ver mais? Então, como eu dizia, tudo o que era monumentos veio abaixo menos a Independ... (oops) a Mãe Pátria e a Torre da Pólvora, que era uma das torres da muralha da cidade velha (que "ná chôm!") e que hoje alberga o Museu da Guerra:

Não, espera, minto. Esta Torre da Pólvora ainda "continua" numa muralha, reconstruída, mas onde ainda se conseguiram aplicar tijolos dos originais. E a passagem "The Swedish Gate", na muralha, acho que também ainda é a original.

Esta passagem "swedish gate" tem uma lenda associada: uma letã que se apaixona por um soldado (porque do lado de lá é a Old Town e do lado de cá eram as antigas casernas, suponho eu que se chame assim, onde viviam os soldados e que hoje são lojinhas de recuerdos! E bares. Com boas wc.) e que combina fugir com ele à meia-noite de uma dada noite. Mas, como todas as mulheres, chega atrasada, os portões fecham-se, ela fica do lado de dentro das muralhas, o pai apanha-a e dá-lhe umas valentes vergastadas, qu'é pra aprender a não ser disfrutável. Diz entao a lenda (e aqui sabemos que é a lenda que diz, não é o indefinido, o do "diz que") que quem passar o swedish gate à meia-noite, ainda consegue ouvir os lamúrios da tal menina. Romântico. Bonito.

E Riga está cheia de lendas e historietas destas. Querem ver outra? Há uma foto que aparece em todos os guias da cidade que é a do edifício com o gato no telhado: Esta tem a ver com outros dois edifícios que ficam em frente.

Um é a câmara dos comerciantes (construída para os comerciantes da Idade Média terem onde se encontrar em Riga, que era o mais importante porto doMar Báltico) e, como os artesãos não podiam entrar na câmara dos comerciantes, construíram um outro edifício, ao lado, mais pequeno, para servir como câmara dos artesãos. Só que havia um artesão rico que queria fazer parte da classe dos mercadores. Então foi lá perguntar o que é que era preciso fazer para ter ali entrada. (Se fosse hoje, passava-se à porta do Tamariz.) Disseram-lhe que tinha que provar que era rico e tinha muito dinheiro. Então o artesão rico construiu, em frente à câmara dos comerciantes, a tal casa do gato (ainda sem o gato), que realmente é uma bisarma que ocupa um quarteirão inteiro. Só que os mercadores não o queriam mesmo lá e disseram-lhe que tinham mudado de ideias e que aquilo era uma coisa de classe, que ou bem que se era ou bem que não se era e, como diz o outro, quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré! (no Tamariz, esta seria a parte em que o porteiro respondia que o consumo mínimo é de 150€ e que a casa está em private) Então o artesão, furioso, resolveu gastar ainda mais um bocado de dinheiro e mandou fazer o gato preto, com o rabo alçado e de costas para a câmara dosmercadores, tipo, de rabo todo virado pra lá, 'tão a ver? :) Hoje em dia o edifício da antiga câmara dos comerciantes é o da orquestra de Riga e o gato foi proppositadamente virado ao contrário e está, então, de frente para a orquestra, porque, como se diz que os gatos são animais muito musicais, o gatinho deixou de estar a mostrar falta de respeito, antes pelo contrário, está todo contente a ouvir a música! Giro, não é? As coisas que uma pessoa aprende...

Mas, voltando ao cheirinho a russo que há em Riga, vejam só o que é que eu encarei na montra de um museu:
Como sou um bocado anhuca nestas coisas dos posts e não sei se dá pra ler, vou-vos traduzir. Até porque isto é auto-explicativo e tudo. "Encorajados pela Frente Popular da Letónia, a Frente Popular da Estónia e os 'Sajudis' da Lituânia, a 23 de Agosto de 1989 quase 2 milhões de residentes da Letónia, da Estónia e da Lituânia deram as mãos, criando os 660 km do 'Caminho Báltico'. Em três linguas e ao longo de todo o 'Caminho Báltico', de Tallin, passando por Riga até Vilnius, ecoou a palavra 'liberdade'. As nações bálticas recordaram ao mundo o ilícito Pacto Molotow-Ribentrop de 23 de Agosto de 1939 e testemunharam a indomável vontade de renovar a sua independência e dos seus países - Estónia livre, Letónia livre, Lituânia livre."

Arrepiante, não é?
E ainda lá apanhei uma exposição que também me deixou os pelinhos dos braços em pé. Estava montada na praça da Catedral de Riga e era uma exposição de fotos de 1987 e de 2007. Em 1987 o governo acreditou uns quantos repórteres fotográficos para andarem pelo país a registar, com o seu olhar, o quotidiano letão. Em 2007 repetiram a experiência. Não imaginam a impressão que fazem algumas das fotos expostas e, mais do que olhar para elas individualmente, faz impressão perceber a diferença brutal que 20 anos, estes 20 anos em particular, faz:

Ficou a faltar ver por dentro o Museu da ocupação - aí é que eu chegava ao êxtase! - e conhecer os arrabaldes onde diferenças de níveis de vida como o das fotos da exposição parece que existem ao tropeção em cada esquina. O "diz que" que me disse que mesmo às portas da cidade cheia de movida e nível, há pessoas a morrer de frio no inverno porque não há aquecimento público (e estamos a falar de um país báltico) foi o meu amigo alemão Tobias, que lá viveu durante três meses (ou terão sido anos?). Ainda se morre de frio...

De Riga, falta dizer que é uma cidade cheia de verde, cheia de parques públicos, muito bem arranjadinhos e cheia de estátuas de nomes importantes da cultura letã. Curiosamente, todos parecidíssimos com Lenin! (fenómeno genético daqueles tempos...)

Hoje, a hora de almoço rendeu um miminho...

A prima Patrusca embuiu-se do Espírito-de-Natal-de-Verão e, de passagem pela livraria, ofereceu-me as Noites Brancas! tssu :)
É bom receber um mimo assim do nada, só porque sim.

Já este fds, entre São Lourenço e a Adraga, tinha lido outro livrinho de bolso desta colecção da Cotovia "Biblioteca de Editores Independentes" - os Contos do Tchékhov.

A minha Jo, também de passagem por uma livraria, pumba, resolveu que era coisa portávelzinha e fácil de ler. Já lhe disse que só de Kleenexes ao alcance da mão, caso contrário... e estes, então... foram escolhidos a dedo.
Jo: já sabes, saltas o primeiro, o segundo podes ler mas só se não te sentires deprê, saltas o terceiro e depois podes ler o último, vá...
;)

Mas, portanto, como se vê, as minhas bests estão completamente rendidas à literatura russa, o que muito me apraz! (vira e volta convém usar palavras caras, qu'é prá malta não pensar qu'ist'é um tasco e ca gente é burras)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Croácia, Ago’06

















Como prometido, aqui fica o meu registo sobre a Croácia, um país belíssimo, que conheci numa viagem que, de início, se pensou ser um cruzeiro pelas ilhas do sul do Adriático e, no fim, com vôos escolhidos a dedo e transferes simpáticos, ainda deu pra conhecer também Zagreb e os parques naturais de Plitvice.

Mas vou dedicar este post a Dubrovnik porque foi a cidade da Croácia onde eu mais senti o cheirinho a russo, ainda. O giro de Dubrovnik é circundar a cidade pelas muralhas e observar o contraste entre as telhas novas e as antigas. Ou isso ou ir antes à Intertelha, como diria o Nuno! :))))









Mas, pronto, a mim, que me dá pró fatídico, tanto laranja vivo nos telhados e tão poucas telhas amarelecidas fazem-me lembrar com uma sensação de murro no estômago as notícias da invasão do exército jugoslavo (=sérvio) em 1991, depois da Croácia ter resolvido que já não queria mais ser Jugoslávia, antes queria brincar sozinha aos países independentes.

Dubrovnik'91








Dubrovnik'06

Troca de emails

"De: Pipas
Enviado: terça-feira, 1 de Julho de 2008 12:02

(...)
Acabei de ligar para lá e dizem-me que não emitem vistos se não tivermos um voucher de agência de viagens. O que é uma bela trampa, proque hoje em dia, com a Internet, é muito mais barato fazer reservas directamente.
Mas aquela gente ainda não acompanha os desenvolvimentos tecnológicos e ainda não prevê que um turista vá de turismo sem uma agência de viagens!
*medo* <-- já pagámos os vôos...


De: Amiga que já esteve na Rússia
Enviado: terça-feira, 1 de Julho de 2008 13:00


(...)
vai tudo correr bem, vais ver!!! quando eu la fui foi bem pior.....que na vinda nao tinhamos visto e ficámos a dormir presas no hotel do aeroporto!!!!! isso é q foi aventura, ficámos no avião, foi lá a policia escoltar-nos até ao hotel e ficaram de guarda à porta toda a noite até nos irem escoltar ao avião outra vez para voltar para lisboa!!!! isto foi tudo de passagem, óbvio, né?, e ainda na altura do stress todo, hà 15 anos atrás!!!!!!!:)))))))


De: Amiga que já esteve na Rússia
Enviado: terça-feira, 1 de Julho de 2008 13:39

AH E MAIS....esqueci-me do pormenor que acordamos com eles de metrelhadora em punho DENTRO DO QUARTO A GRITAR PARA ACORDARMOS!!!!!, não foi cá de estar à espera na rua à porta nã, nã!!!!
(...)
O hotel era dividido em dois: metade era para os visitantes normais, com visto, tudo tranquilo, xpto; a outra metade, tinha grades nas janelas e escolta policial para os pobres degraçados que nao tinham visto!!!"


Ai...
._.


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